FBI NO FUTEBOL: a casa está caindo

 Extra!
Maio 27
15:28 2015

Nos escândalos brasileiros recentes, delação premiada é uma negociação em moda, e agora é usada num caso do futebol mundial. O estouro de prisões de dirigentes esportivos e até do ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol, José Maria Marin, começou a partir da língua do empresário José Hawilla, dono da Traffic.

Ele foi ouvido pela Justiça americana, expôs o sistema de propinas e o FBI entrou na rota até chegar aos primeiros envolvidos. O executivo vinha prestando declarações à polícia dos EUA desde o final do ano passado, sob denúncias de extorsão, fraude e lavagem de dinheiro.

Para ser beneficiado pela delação premiada, o executivo fez acordo para devolver US$151 milhões (mais de R$470 milhões), sendo que US$25 milhões já foram pagos. Outros empresários também estão arrolados no processo e também fizeram o mesmo tipo de acordo, só que com valores bem menores.

O leque está sendo aberto as investigações aprofundam-se na Concacaf e na Conmebol, entidades onde a Traffic detém a comercialização de mídia como televisão e patrocínios. Tanto que na prisão desta manhã na Suíça, além do brasileiro Marin foi detido Jeffrey Webb, presidente da Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe – a Concacaf. Eduardo Li, da Costa Rica, e o o uruguaio Eugenio Figueredo, presidente da Confederação Sul-americana de Futebol (Conmebol) também ouviram voz de prisão no hotel em Zurique.

Até agora são nove dirigentes da Fifa e cinco executivos de empresas ligadas ao futebol sob investigação de formação de quadrilha com crime organizado e fraude eletrônica, e esse processo vem de duas décadas atrás. A Justiça americana suspeita que até os sorteios das sedes para as próximas duas Copas do Mundo são resultados de corrupção. Por conta disso, os arquivos estão sendo mexidos para conferir se há irregularidades nas escolhas das sedes para os mundiais de 2018 e 2022 – Rússia e Qatar.

Os Estados Unidos entraram no processo de investigação porque esses poderosos teriam usado o mercado bancário americano de forma irregular nos últimos 20 anos – via Concacaf. (Márcio Silvio)

 

NOTA: as investigações vão descambar no Brasil, para levantar toda papelada quanto a Copa do Mundo aqui. E o baixinho Romário, agora senador, já mete a boca no caso. Agora há pouco ele aplaudiu a prisão de Marin, dizendo que ladrão tem que ir para a cadeia mesmo, e que o atual presidente da CBV, Marco Paulo Del Nero, é outro corrupto.

Jeffrey Webb, Eduardo Li, Eugenio Figueredo e José Maria Marin.

Jeffrey Webb, Eduardo Li, Eugenio Figueredo e José Maria Marin.

Baixinho aplaude prisão de Marin e aproveita para xingar Marco Polo Del Nero, atual presidente da CBF.

Baixinho aplaude prisão de Marin e aproveita para xingar Marco Polo Del Nero.

FBI comandou a operação desta manhã em Zurique - agentes à paisana entraram no hotel e foram aos quartos com voz de prisão.

FBI comandou a operação desta manhã em Zurique – agentes à paisana entraram no hotel e foram aos quartos com voz de prisão.