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Arruaceiros dos estádios prestarão serviços comunitários em dias de jogos

maio 18
22:05 2015

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) passará a fiscalizar a aplicação das medidas restritivas de comparecimento aos estádios de futebol de São Paulo. A partir de agora, pessoas impedidas de assistir às partidas prestarão serviços comunitários em locais públicos, como a Rede de Reabilitação Lucy Montoro, que atende a pessoas com deficiência. O combate aos crimes de intolerância no futebol também terá um novo reforço, com a criação do Anexo Judicial de Defesa do Torcedor, pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) a partir do dia 26 de maio.

As duas medidas fazem parte de uma série de providências anunciadas nesta segunda-feira (18 de maio) pelo secretário da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, após reunião realizada com representantes do Tribunal de Justiça, Ministério Público, polícias Civil e Militar e da Federação Paulista de Futebol (FPF). Do encontro, realizado na sede da SSP, também participaram o desembargador José Renato Nalini, presidente do Tribunal de Justiça, o procurador geral de Justiça, Márcio Elias Rosa, e o presidente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos.

Além da prestação de serviços comunitários à Rede de Reabilitação Lucy Montoro, entidade vinculada à Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, os torcedores que têm contra si medidas restritivas determinadas pelo Poder Judiciário também atuarão em atividades administrativas no Corpo de Bombeiros, Instituto Médico Legal (IML) central e Instituto de Criminalística (IC). “Nada dará certo se a impunidade prevalecer”, disse o secretário Alexandre de Moraes. “A partir do momento em que o torcedor perceber que baderneiros estão cumprindo medidas restritivas ou estão presos, ele pensará antes de cometer um crime”.

Nos dias de jogo, eles ficarão nestes locais por duas horas antes e duas depois das partidas. Segundo o secretário, a lista de entidades beneficiadas pelos serviços comunitários deverá ser ampliada. O secretário ressaltou que a medida de fazer os torcedores prestarem esses serviços à sociedade funcionará não somente como uma pena de restrição, mas como um ensinamento, um medida de reeducação. Está em estudo, também, o uso de tornozeleiras eletrônicas, pelo TJ, para aumentar a eficácia da fiscalização das medidas restritivas.

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